segunda-feira, 14 de março de 2011

Um deus EMO

Os EMOS são pessoas sentimentais ao extremo. Por exemplo, se você discutir com uma pessoa e um EMO ouvir, ele vai começar a chorar e se perguntar em voz alta desesperado porque o mundo é tão violento.

Pois é, as vezes eu acho que o pessoal da teologia relacional* acredita num Deus emo, até porque, para eles, Deus pode ser surpreendido por catástrofes naturais, levando-o a um profundo estado de desespero. Fico imaginando a TRINDADE santa conversando a respeito de uma tragédia natural:

Pai: - Filho, aconteceu mais uma catástrofe.
Filho ( chorando ) -  Aonde? Como foi isso?
Pai: - Ainda não sei. Fui surpreendido! Espirito Santo, você tem alguma notícia?
Espírito Santo: - Ainda não!
Todos (chorando) como isso foi acontecer?

Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um Deus que possa ser surpreendido. As tragédias da vida não fogem a onisciência do Criador. Os desastres naturais, não podem em hipótese alguma surpreender ao Todo-Poderoso. Como Senhor, ele rege os acontecimentos, fazendo dos dramas da  existência um profícuo instrumento de amplificação, cujo propósito é falar ao coração dos homens sobre a brevidade da vida e a sandice de viver sem Cristo.

Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19 Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do SENHOR: Vi ao SENHOR assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda.; Is 6.1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.; Ez 1.26 E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante à de um homem, na parte de cima, sobre ele.; Dn 7.9 Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente.; Ap 4.2 E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.

Tenho plena convicção de que o meu Redentor governa soberanamente. Do Gênesis ao Apocalipse, Ele se revela como o sustentador do universo. Acreditar nesta verdade me proporciona a certeza de que absolutamente nada foge ao seu conhecimento. Ele é o único e Soberano Senhor!
 
Pense nisso!
 
Renato Vargens

* Defende a Teologia Relacional, que não teria como Deus saber de algo que ainda não existe: um futuro a ser escolhido pelo homem. Para sustentar tal tese, os defensores da Teologia Relacional afirmam que Deus “se esvazia” de sua soberania para se relacionar com o homem.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Jesus te ama?


   Muitos Cristãos, por pura ignorância, tem usado o famoso jargão pensando fazer algo que agrade a Deus e cheio de significado. Pensam que ao dizer “Jesus te ama” estão cumprindo a grande comissão de “ir por todo mundo e pregar o evangelho”. Alguns, não tão incoerentes, ainda sustentam um evangelismo realmente descente após isso. Outros acham que as tais palavras mágicas são suficiente para que o Espírito Santo faça o resto, e o evangelismo estará “completo”.   

   Venho com o presente artigo demonstrar de forma rápida e um tanto que agressiva que essa prática é anti bíblica. É uma mentira, uma negligência e uma ignorância profunda quanto ao evangelismo que as escrituras nos aconselham.

    Primeiro ponto a se refletir é sobre o fato de que Jesus não ama a todos. Pelo menos não com amor salvador. Caso contrário ele não poderia ser onipotente, uma vez que toda a obra salvadora é de suas mãos, e que o homem não pode se salvar. Portanto, como poderia esse Deus amoroso, munido de todos os meios para conquistar e salvar uma pessoa, deixar alguém que ama ir para o inferno? É no mínimo incoerente. De fato  Deus ama toda a criação. Mas não ama, de maneira especial, quem não é filho. Alguns podem até alegar o texto de Atos 10:34 ou Cl 3:11 mostrando que Deus ama a todos por não fazer acepção de pessoas e ser um em todos. Mas quanto à acepção, o texto mostra que Deus aceita tanto o chamado, a priori, de seu povo (a saber, o povo judeu), quanto os ímpios que se convertem. Isso fica claro pois Pedro, um judeu, confiante da salvação apenas ao povo israelita, como outros, fora ensinado por Deus a pregar o evangelho também aos que outrora não eram deliberadamente alvos do evangelho (pelo menos na cabeça do judeu). O segundo texto mencionado (o de Colossenses) também tem uma noção parecida. A questão tratada ali é sobre a diferenciação do velho homem (que sendo judeu, ou grego, bárbaro, cita, enfim, é diferente) com a semelhança dos novos homens, no sentido de agora pertencerem ao mesmo corpo. Cristo é “um” em todos os seus, e todos os seus não são todos os não seus (isso fere a lei da não-contradição e é um absurdo!).  Agora se você ainda duvida que ele tem os seus exclusivos, peço que examine João 17:6 e 17:9. Portanto, abordar alguém com os dizeres “Jesus te ama” é fruto de uma ignorância quanto às verdades bíblicas. E não existe sequer uma abordagem parecida com essa no novo testamento.

   O segundo ponto que se deve considerar, é que ainda que isso fosse verdade, e Jesus amasse a todos, isso não tem nada a ver com evangelismo. Isso não gabarita as pessoas a compreenderem o evangelho e se converterem. Talvez ela emocionalmente se interesse por Deus, mas isso é apenas uma carência demonstrada pela pessoa que poderia ser alvo de qualquer tipo de abordagem não cristã, como “Buda te ama”. Primeiramente porque aquela pessoa não tem nem noção de quem de fato é Jesus. Segundo porque ela não sabe as implicações de Jesus amar alguém. Terceiro porque isso não explica o plano de salvação, que é um conhecimento essencial para a salvação (e afirmo categoricamente que ninguém é salvo sem conhecer o plano de salvação).

   Portanto, se você, assim como eu, já fez dessas palavras uma expressão de evangelismo, arrependa-se e não o faça mais. Pois isso faz de Deus ou um mentiroso (por não salvar quem diz amar e portanto não amar de fato), ou um ser não onipotente (por não conseguir salvar a todos quanto ama).